Exame de IgE Específica para Uva
Exame de IgE Específica para Uva
R$ 30,00
Exame de IgE Específica para Uva
R$ 30,00
Informações da coleta
Prazo do resultado
3 dias úteis
Material coletado
SORO
Método de coleta
Segunda a sábado
Instruções de preparo
Jejum: Não é necessário jejum ou preparos especiais. (F259)
Exame de IgE Específica para Uva
Exame de sangue que detecta sensibilização alérgica às proteínas da uva, incluindo componentes da casca associados a reações mais intensas e sistêmicas.
O que é o exame de IgE Específica para Uva?
O exame de IgE específica para uva mede, no sangue, a quantidade de anticorpos IgE produzidos pelo organismo contra as proteínas da uva (Vitis vinifera). Quando uma pessoa sensibilizada entra em contato com essas proteínas ao comer uva fresca, beber suco, consumir vinho ou alimentos com passas, o sistema imunológico pode reagir de forma exagerada e desencadear sintomas alérgicos.
A alergia à uva é menos comum do que a alergia a outras frutas, mas merece atenção especial. O principal motivo é que seus alérgenos mais relevantes são as proteínas de transferência lipídica, conhecidas pela sigla LTP, encontradas principalmente na casca da uva.
Diferente dos alérgenos de frutas associados a pólen, que costumam causar a chamada síndrome de alergia oral, com coceira leve na boca, as LTPs resistem ao calor e à digestão e podem provocar reações mais amplas no organismo.
É importante saber que a presença de IgE detectável não confirma, por si só, uma doença alérgica clínica. O resultado deve sempre ser interpretado pelo médico em conjunto com os sintomas e o histórico clínico do paciente.
Para que serve o exame de alergia à uva?
O exame é indicado para investigar se uma pessoa tem sensibilização alérgica às proteínas da uva e se essa sensibilização pode estar relacionada a sintomas apresentados após o consumo da fruta ou de seus derivados. Ele pode ser solicitado quando há suspeita de reações a uva fresca, suco de uva, vinho, passas ou produtos industrializados que contenham extrato de uva.
Médicos especialistas em alergologia e imunologia costumam solicitar o exame quando o paciente relata sintomas como urticária, inchaço, vômitos, chiado no peito ou reações mais intensas após ingerir uva ou produtos à base de uva.
Quais as doenças ou condições relacionadas ao exame?
Cutâneas: Urticárias, Angioedema, Dermatite atópica, Dermatite herpetiforme.
Gastrintestinais: Hipersensibilidade gastrintestinal imediata, Síndrome da alergia oral, Esofagite, Gastrite, Gatroenterocolite eosinofílica alérgica, Enteropatia, Proctite, Enterocolite induzidas por proteína alimentar.
Respiratórias: Anafilaxia, Rinite alérgica, Asma persistente, Síndrome de Heiner.
É necessário algum tipo de jejum ou preparo para realizar este exame?
Não é necessário jejum nem preparo especial. Você pode comer e beber normalmente antes da coleta. Informe ao médico sobre medicamentos em uso, especialmente anti-histamínicos, pois eles podem influenciar a interpretação dos resultados.
A interpretação isolada de qualquer exame não é indicada. Todo resultado deve ser avaliado por seu médico em conjunto com a investigação clínica.
Conteúdo revisado por: Camila Weber, Farmacêutica e Bioquímica (CRF-PR 15.904), especializada em bacteriologia clínica.
Responsável Técnico: Dr. Gustavo Aguiar Campana (CRM-SP 112181), especialista em Patologia Clínica/Medicina.
Perguntas frequentes
Pode ser. As proteínas de transferência lipídica (LTP) presentes na uva não são destruídas pelo processamento e permanecem ativas no vinho, no suco e nas passas. Por isso, pessoas sensibilizadas às proteínas da uva podem apresentar reações a esses derivados também. O médico vai avaliar essa relação com base nos sintomas e no resultado do exame.
A principal diferença está no tipo de proteína envolvida. Na uva, os alérgenos mais relevantes são as LTPs, concentradas na casca da fruta. Essas proteínas resistem ao calor e à digestão, o que pode resultar em reações mais intensas e sistêmicas do que a síndrome de alergia oral típica de outras frutas, que costuma causar apenas coceira leve na boca e nos lábios e tende a ser mais benigna.
Não necessariamente. O resultado positivo indica que o organismo produziu anticorpos IgE contra as proteínas da uva, o que chamamos de sensibilização. Mas sensibilização não é sinônimo de alergia clínica: muitas pessoas sensibilizadas nunca apresentam sintomas relevantes. A interpretação correta depende do médico, que vai cruzar o resultado com seus sintomas, seu histórico e, se necessário, outros exames.
